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quarta-feira, 2 de maio de 2018

A arte como expressão de ideologia


Paintings  - Progress of the Soul (Alex Grey)



A arte em si tem como base reproduzir informações, experiências ou até mesmo um sentimento. Os sentimentos são reflexos de emoções, ou seja, experiências geram emoções que são armazenadas em nossa psique, criando determinados sensações internas (felicidade, tristeza, rancor, angustia, etc.) que dão origem a um sentimento.


Vamos à um exemplo fictício para melhor entendermos:


Existe uma montanha que é considerada uma das mais perigosas por ter a maior taxa de mortes pelos desastres nas tentativas de escaladas. Agora, se uma pessoa decide escalar essa montanha pela vontade de realizar uma grande experiência, certamente acabará despertando dentro de si, fortes emoções (passageiras) como a adrenalina ou o êxtase.


Automaticamente será criado um sentimento (sensações internas e externas que ficam armazenadas) que engloba todas essas emoções que foram provadas por uma experiência. Então sempre que a pessoa passar por situações que desperte as mesmas emoções que já foram absorvidas em determinados momentos e experiências, o sentimento criado será usado como um portal de lembranças, fazendo com que a pessoa retorne – em sensações – ao momento do acontecimento. Situação psicológica muito similar ao fenômeno déjà-vu (“já visto”, em francês).


Mas, o que é ideologia?


Faremos uma explicação superficial sobre ideologia, pois é um tema que não pode ser definitivamente explicado em um pequeno artigo.


Pensaremos em Ideologia como “ciências ideológica”, que é uma questão que intriga pesquisadores até hoje. O termo ideologia aparece pela primeira vez em 1801 no livro de Destutt de Tracy, em sua obra “Eléments d’Idéologie”. Porem o autor não tinha o proposito de transformar o termo em uma grande discussão que viajaria por séculos. A finalidade de Destutt era criar uma ciência considerada “simples”, para estudar a origem das ideais (ciências simples?).


No capítulo “Influência do moral sobre o físico”, onde Cabanis (médico que contribui na construção da Obra de Destutt) procura isolar e determinar a influência do cérebro sobre o resto do organismo, sendo naturalista, acredita que a Natureza disponibiliza – sem pedir nada em troca – condições suficientes para nossas ideias, e dá sentido à elas. Ou seja, nossa inteligência e a evolução dela, só existe porque a natureza oferece tudo que é necessário para isso.   


Digamos então que a ciência ideológica tem como base a influência de tudo que nos rodeia, seja objetos concretos, analisáveis e observáveis ou com lados metafísicos, místicos e espirituais. Essas influências podem ser “propositais” (ser buscada) ou “naturais” (sem escolha), e pelo conjunto dessas influências é que existe as ideias, sejam elas, criativas ou comuns.


Como já foi dito, uma boa tentativa de explicação sobre o conceito da ideologia é extensa demais para ser abordado em um único artigo, então pararemos por aqui. Por enquanto.


O importante é intendermos que a arte é fruto de sentimentos que foram gerados a partir de experiências, e esses sentimentos só existem porque à uma ideia formada sobre tal objeto ou situação. A ideologia explica a origem das ideias e seus motivos, e elas sempre interferiram em nossas vidas, positivamente ou negativamente.


Wonder - Zena Gazing at the Moon (Alex Grey)
Alex Grey

O artista modernista que conseguiu unir a anatomia humana e a espiritualidade por passar cinco anos de sua vida estudando corpos em um departamento de dissecação unindo isso a seus delírios lisérgicos.

O cara criou um novo ponto de vista interdimensional, misturando o observável, concreto, com o imaginável (?), te passando uma sensação de que o artista consegue de fato enxergar o que pinta.

Observe suas obras mais de dois minutos e começara a crer e transformar o mundo imaginável em realidade.

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